Treta com o Pai
Salmos 27:10
“Ainda que meu pai e minha mãe me abandonem, o Senhor me acolherá.”
“Deus é bom demais! Mais um dia começando... Meu nome é Hugo Jordão e o tema do devocional de hoje é “Treta com o Pai””
Feridas que carregamos desde a infância
Todo adulto carrega marcas das experiências que viveu desde a infância.
Vivemos em um mundo caído.
Nossos pais erram.
Nós erramos.
E, em algum momento, podemos ser feridos justamente por aqueles de quem esperávamos amor, proteção e cuidado.
Talvez tenha sido uma palavra.
Uma ausência.
Uma atitude.
Uma rejeição.
A grande questão não é apenas aquilo que aconteceu.
É o que fazemos com a ferida que ficou.
Quando a ferida vira amargura
Feridas que não são tratadas podem se transformar em raízes de amargura.
A pessoa que deveria representar segurança começa a ser lembrada pela dor que causou.
O pai que deveria ser visto como uma referência pode passar a ser enxergado como um algoz.
E quando alimentamos durante anos sentimentos de raiva, rancor e ressentimento, aquela experiência começa a influenciar outras áreas da nossa vida.
Aquilo que não tratamos pode começar a nos governar.
Por isso, o perdão é tão importante.
Não porque aquilo que aconteceu foi correto.
Mas porque você não precisa continuar carregando o peso daquilo que fizeram contra você.
Quando projetamos nosso pai terreno em Deus
Existe ainda outro perigo.
Nossa experiência com a paternidade terrena pode influenciar a maneira como enxergamos a paternidade de Deus.
Se tivemos um pai distante, podemos imaginar um Deus distante.
Se tivemos um pai que nos rejeitou, podemos ter dificuldade em acreditar que Deus realmente nos aceita.
Se tivemos um pai que não demonstrava amor, podemos ter dificuldade em compreender o amor do Pai Celestial.
Sem perceber, podemos projetar em Deus as imperfeições de homens.
Mas existe uma verdade que precisamos compreender:
Deus não é uma versão ampliada do nosso pai terreno.
Ele é o Pai perfeito.
O Senhor me acolherá
O Salmo 27 nos apresenta uma declaração extremamente poderosa:
“Ainda que meu pai e minha mãe me abandonem, o Senhor me acolherá.”
Talvez pessoas tenham falhado com você.
Deus continua sendo Pai.
Talvez você tenha experimentado abandono.
Deus continua acolhendo.
Talvez existam feridas profundas em sua história.
O amor de Deus continua disponível.
Nossa referência final de paternidade não está naquilo que experimentamos na terra.
Nossa referência está no Pai Celestial.
Levando as feridas para a cruz
O caminho para romper o ciclo da amargura passa pela cruz de Cristo.
Existem dores que não conseguimos simplesmente esquecer.
Existem situações que não conseguimos resolver apenas dizendo:
“Isso já passou.”
Precisamos entregar essas feridas a Jesus.
Abandono.
Raiva.
Rancor.
Rejeição.
Injustiça.
Tudo pode ser colocado diante da cruz.
Perdoar não significa chamar o erro de acerto.
Também não significa fingir que nada aconteceu.
Perdoar significa decidir que aquela ferida não continuará governando seu coração.
E Deus pode nos dar graça para fazer aquilo que, sozinhos, parece impossível.
Vamos orar?
“Pai, hoje eu coloco diante de Ti todas as feridas que carrego em relação ao meu pai. O Senhor conhece cada palavra, cada ausência, cada atitude e cada situação que ainda dói quando eu me lembro. Eu não quero continuar alimentando raiva, rancor ou amargura. Ajuda-me a liberar perdão genuíno e a entregar essas dores na cruz de Cristo. Também não permita que as falhas do meu pai terreno distorçam a maneira como eu enxergo o Senhor. Revela-Te a mim como o Pai perfeito que me ama, me recebe e me acolhe. Em Nome de Jesus. Amém.”
Desafio do dia
Separe alguns minutos para conversar honestamente com Deus.
Pergunte a si mesmo:
“Quais feridas relacionadas ao meu pai eu ainda carrego?”
Não tente esconder aquilo que sente.
Apresente cada situação ao Senhor.
E peça ajuda para liberar perdão.
Talvez esse processo não aconteça de uma hora para outra.
Mas você pode tomar uma decisão hoje:
Não alimentar mais a amargura.
Lembre-se:
Ainda que pessoas falhem, o Pai Celestial continua pronto para acolher você.
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E não se esqueça: DEUS É BOM!