Alexandre Alves: contabilidade moderna, barbearias, Reforma Tributária e gestão empresarial
A contabilidade moderna deixou de ser uma atividade limitada ao cálculo de impostos, à emissão de guias e à organização de documentos.
Hoje, o contador precisa compreender o negócio como um todo.
Isso significa analisar números, processos, pessoas, riscos, oportunidades, comportamento financeiro e planejamento estratégico.
Em entrevista ao podcast de Hugo Jordão, o empresário e contador Alexandre Alves apresenta essa visão mais ampla da profissão.
Conhecido como “Inspetor Bugiganga” por reunir diferentes habilidades e interesses, Alexandre construiu uma trajetória que combina contabilidade, empreendedorismo, gastronomia, vinhos e gestão empresarial.
Fundador do Grupo Hangar, ele também se especializou no segmento da beleza, atendendo mais de 200 barbearias e ajudando empresários a compreender questões trabalhistas, tributárias e financeiras específicas desse mercado.
Durante a conversa, Alexandre aborda temas como:
sua relação com os números desde a infância;
a criação do Grupo Hangar;
a importância de escolher um nicho;
a Lei do Salão Parceiro;
a gestão financeira das barbearias;
os impactos da Reforma Tributária;
o funcionamento do split payment;
a separação entre CPF e CNPJ;
os riscos de utilizar o caixa da empresa para despesas pessoais;
a relação entre contabilidade, gastronomia e estilo de vida.
Mais do que apresentar conceitos técnicos, a entrevista mostra que uma boa contabilidade pode ajudar uma empresa a tomar decisões melhores, reduzir riscos e crescer de maneira sustentável.
Quem é Alexandre Alves?
Alexandre Alves é empresário, contador e fundador do Grupo Hangar.
Sua atuação profissional está relacionada a uma concepção moderna de contabilidade, na qual o contador não funciona apenas como responsável pelo cumprimento das obrigações fiscais.
Ele também atua como alguém capaz de interpretar o negócio e orientar o empresário.
Alexandre ficou conhecido como “Inspetor Bugiganga” por possuir diversas habilidades e interesses.
Além da contabilidade, ele também é chef de cozinha e sommelier.
À primeira vista, essas áreas podem parecer distantes. Entretanto, todas exigem conhecimento técnico, precisão, sensibilidade, planejamento e capacidade de observar detalhes.
Essa combinação contribuiu para a construção de uma visão 360º sobre empresas e pessoas.
Para Alexandre, os números não podem ser analisados isoladamente.
Eles precisam ser compreendidos dentro da realidade de cada negócio.
Uma relação com os números que começou na infância
A trajetória de Alexandre na contabilidade começou muito antes de sua formação profissional.
Ainda criança, ele brincava de montar uma “loja de carrinhos” com seus primos.
A atividade possuía elementos que, anos depois, fariam parte de sua vida profissional.
Na brincadeira, Alexandre:
criava empresas fictícias;
organizava a venda dos carrinhos;
controlava compras parceladas;
registrava valores;
acompanhava aquilo que cada pessoa possuía;
elaborava uma espécie de balanço patrimonial.
Naquele momento, ele ainda não conhecia conceitos como débito, crédito, ativo ou passivo.
Mesmo assim, já demonstrava interesse pela lógica financeira e pela organização de negócios.
A brincadeira infantil revelava uma habilidade que seria desenvolvida com o passar dos anos.
A contabilidade antes da formação técnica
A experiência da infância mostra que algumas características profissionais podem aparecer antes mesmo de uma pessoa conhecer o nome daquilo que está fazendo.
Alexandre não sabia que estava simulando operações comerciais e registros patrimoniais.
Para ele, aquilo fazia parte de uma brincadeira.
No entanto, sua maneira de organizar as atividades demonstrava interesse por:
controle;
planejamento;
negociação;
patrimônio;
parcelamento;
organização financeira;
funcionamento das empresas.
Essa memória ajuda a compreender por que a contabilidade se tornou um caminho natural em sua trajetória.
A busca pela “Terra Prometida”
Antes de se consolidar na contabilidade, Alexandre explorou outras áreas do conhecimento.
Entre elas estavam a logística e a filosofia.
Essas experiências contribuíram para ampliar sua percepção sobre empresas e pessoas.
A logística ensina sobre processos, organização, recursos, prazos e eficiência.
A filosofia estimula o pensamento crítico, a formulação de perguntas e a análise dos princípios que orientam decisões.
A contabilidade reuniu diferentes aspectos dessas áreas.
Nos números, Alexandre encontrou aquilo que chama de sua “Terra Prometida”.
Foi nesse campo que conseguiu unir capacidade analítica, visão empresarial e interesse pela organização dos negócios.
A criação do Grupo Hangar
A experiência de Alexandre com a contabilidade e o empreendedorismo resultou na criação do Grupo Hangar.
O nome da empresa possui um significado diretamente relacionado à sua proposta de trabalho.
Um hangar é o lugar onde os aviões permanecem antes de voltar a voar.
Nesse espaço, eles passam por:
manutenção;
preparação;
ajustes;
inspeções;
melhorias tecnológicas;
planejamento para novos voos.
Alexandre utiliza essa imagem para explicar o papel de sua empresa.
Os negócios chegam ao Grupo Hangar para organizar sua estrutura, corrigir problemas e preparar-se para alcançar novos níveis.
Por que o nome Hangar representa a proposta da empresa?
Na comparação apresentada por Alexandre, cada empresa pode ser vista como um avião.
Para realizar voos maiores, ela precisa estar preparada.
Não basta possuir ambição.
É necessário verificar se a estrutura suporta o crescimento.
Uma empresa pode vender muito e, ainda assim, apresentar problemas de caixa.
Pode possuir clientes e continuar exposta a riscos trabalhistas.
Pode crescer rapidamente sem conhecer a própria margem de lucro.
Pode aumentar o faturamento enquanto acumula obrigações tributárias.
Nesse sentido, a contabilidade funciona como parte do processo de preparação.
O Grupo Hangar procura ajudar o empresário a entender onde está, quais ajustes precisa realizar e como pode planejar seus próximos movimentos.
Contabilidade não é apenas pagamento de impostos
Uma das principais mensagens da trajetória de Alexandre é que a contabilidade não deve ser compreendida apenas como uma obrigação burocrática.
O empresário não deveria procurar o contador somente para:
emitir guias;
calcular impostos;
entregar declarações;
abrir uma empresa;
encerrar um CNPJ;
resolver problemas com o governo.
Essas atividades são importantes, mas não representam todo o potencial da contabilidade.
Quando os dados são bem organizados e interpretados, eles podem ajudar o empresário a responder perguntas fundamentais:
A empresa realmente possui lucro?
Quanto custa manter a operação?
Quais serviços são mais rentáveis?
A folha de pagamento está adequada?
Existe capital de giro suficiente?
O regime tributário é o mais apropriado?
Há riscos trabalhistas?
O negócio está preparado para crescer?
O proprietário retira mais dinheiro do que a empresa suporta?
A contabilidade moderna transforma informações em decisões.
A importância de conhecer profundamente o cliente
Para orientar uma empresa, o contador precisa compreender como ela funciona.
Dois negócios com faturamentos semelhantes podem possuir realidades completamente diferentes.
Cada setor apresenta:
formas específicas de contratação;
margens distintas;
riscos particulares;
modelos próprios de remuneração;
obrigações diferentes;
comportamentos financeiros característicos.
Essa realidade levou Alexandre a desenvolver uma especialização no segmento da beleza.
Ao compreender profundamente esse mercado, ele passou a oferecer soluções mais adequadas às necessidades dos empresários do setor.
A especialização no mercado de barbearias
Um dos principais diferenciais do trabalho de Alexandre é sua atuação com barbearias.
O Grupo Hangar atende mais de 200 estabelecimentos desse segmento.
Esse número demonstra um alto nível de especialização.
A contabilidade de uma barbearia não envolve apenas o registro das vendas e o cálculo dos impostos.
É necessário compreender a relação entre o estabelecimento e os profissionais, o pagamento das comissões, a formalização das parcerias e a aplicação correta da legislação.
Sem orientação adequada, o proprietário pode pagar impostos sobre valores que não representam sua receita efetiva ou manter relações profissionais expostas a riscos trabalhistas.
Por que escolher um nicho pode fortalecer uma empresa?
A especialização permite que o profissional conheça problemas recorrentes de um setor.
Ao atender muitas barbearias, Alexandre consegue identificar com maior rapidez:
erros comuns de gestão;
riscos trabalhistas;
falhas nos contratos;
problemas na formação dos preços;
dificuldades com as comissões;
confusão entre faturamento e receita própria;
oportunidades de economia tributária;
padrões financeiros do segmento.
Esse conhecimento torna a orientação mais precisa.
Em vez de oferecer uma solução genérica, o contador consegue considerar a realidade específica do negócio.
Como funcionava o setor antes da Lei do Salão Parceiro?
Antes da criação da Lei do Salão Parceiro, muitos estabelecimentos do ramo da beleza operavam em uma situação de insegurança.
Era comum que barbeiros, cabeleireiros e outros profissionais trabalhassem por comissão.
Entretanto, a ausência de uma estrutura jurídica adequada poderia fazer com que a relação fosse interpretada como vínculo empregatício.
Isso criava riscos para os estabelecimentos.
Mesmo quando o modelo era entendido pelas partes como uma parceria, a falta de formalização poderia resultar em processos trabalhistas.
O problema não estava apenas na forma de pagamento.
Questões como habitualidade, subordinação, pessoalidade e organização do trabalho também poderiam ser analisadas juridicamente.
O que é a Lei do Salão Parceiro?
A Lei nº 13.352/2016 ficou conhecida como Lei do Salão Parceiro.
Ela estabeleceu regras para a relação de parceria entre estabelecimentos do setor da beleza e profissionais parceiros.
O modelo pode envolver profissionais como:
barbeiros;
cabeleireiros;
manicures;
pedicures;
esteticistas;
maquiadores;
depiladores.
A legislação permite que o estabelecimento e o profissional organizem a relação por meio de um contrato de parceria.
Quando aplicado corretamente, esse modelo oferece maior clareza sobre as responsabilidades de cada parte.
A importância do contrato de parceria
A existência da lei não significa que qualquer relação será automaticamente considerada uma parceria.
A formalização precisa respeitar as exigências legais.
O contrato deve organizar questões como:
percentual destinado ao profissional;
percentual destinado ao salão ou à barbearia;
condições de pagamento;
responsabilidades tributárias;
utilização do espaço e dos equipamentos;
obrigações de cada parte;
condições de encerramento da parceria.
Alexandre também destaca a importância da homologação prevista para esse tipo de contrato.
Uma documentação adequada ajuda a reduzir conflitos e proporciona maior segurança jurídica ao estabelecimento e ao profissional.
Segurança jurídica para as barbearias
A Lei do Salão Parceiro trouxe uma estrutura específica para um modelo que já existia na prática.
Antes da legislação, muitas barbearias trabalhavam com profissionais comissionados sem saber exatamente como formalizar essa relação.
Com a lei, tornou-se possível estabelecer uma parceria dentro de parâmetros legais.
Quando o modelo é implementado corretamente, pode reduzir significativamente os riscos trabalhistas.
Isso não significa que o simples nome “parceiro” elimina qualquer possibilidade de reconhecimento de vínculo.
A realidade da relação precisa estar de acordo com o contrato e com a legislação.
Por isso, o acompanhamento contábil e jurídico continua sendo importante.
A eficiência tributária proporcionada pela parceria
Além da segurança jurídica, a Lei do Salão Parceiro pode produzir um impacto tributário relevante.
Em uma barbearia, parte do valor pago pelo cliente pertence ao profissional parceiro.
O estabelecimento recebe o pagamento e depois repassa ao barbeiro o percentual correspondente.
Quando a operação é formalizada corretamente, a cota destinada ao parceiro pode ser separada da receita da barbearia para fins tributários, conforme as regras aplicáveis.
Isso evita que o estabelecimento pague impostos como se todo o valor recebido fosse receita própria.
Faturamento não é o mesmo que dinheiro disponível
Um dos erros mais comuns na gestão empresarial é acreditar que todo o dinheiro que entra na conta pertence à empresa.
No caso das barbearias, essa confusão pode ser ainda mais perigosa.
Parte do pagamento recebido pode pertencer ao profissional parceiro.
Outra parte será destinada a:
impostos;
aluguel;
energia;
água;
produtos;
sistemas;
marketing;
manutenção;
salários;
fornecedores;
demais custos da operação.
O valor que passa pelo caixa não representa automaticamente o lucro do proprietário.
Compreender essa diferença é essencial para evitar retiradas indevidas e decisões baseadas em uma falsa sensação de prosperidade.
Um exemplo simples da divisão da receita
Imagine que um cliente pague R$ 100 por um serviço.
Pelo contrato de parceria, uma parte desse valor pertence ao barbeiro e outra parte fica com a barbearia.
Se R$ 50 forem destinados ao profissional parceiro, o estabelecimento não deveria tratar os R$ 100 como uma receita integral própria.
A barbearia atua como centralizadora do pagamento e realiza o repasse correspondente.
Quando essa operação é registrada corretamente, a tributação pode considerar apenas a parcela pertencente ao estabelecimento, conforme o enquadramento e as regras vigentes.
Esse mecanismo pode representar uma economia tributária significativa.
A importância de aplicar a lei corretamente
A Lei do Salão Parceiro oferece oportunidades, mas exige organização.
Não basta dividir pagamentos informalmente.
O estabelecimento precisa manter:
contratos adequados;
registros financeiros;
documentação dos repasses;
controle das comissões;
emissão correta dos documentos fiscais;
coerência entre o contrato e a prática;
orientação contábil e jurídica.
Uma economia tributária legítima nasce do cumprimento correto da legislação.
Quando a empresa tenta utilizar a parceria apenas para esconder uma relação de emprego ou reduzir impostos artificialmente, aumenta seus riscos.
O contador como especialista no modelo de negócio
A experiência de Alexandre com mais de 200 barbearias demonstra a importância de o contador conhecer a operação do cliente.
Para orientar esse segmento, é necessário entender:
como os serviços são cobrados;
como os profissionais recebem;
quais produtos são vendidos;
como as agendas são organizadas;
quais custos pertencem ao estabelecimento;
como os repasses são registrados;
quais documentos precisam ser emitidos;
como a legislação trabalhista e tributária afeta a operação.
O contador deixa de ser apenas alguém que recebe informações no final do mês.
Ele passa a participar da organização do negócio.
A Reforma Tributária e as mudanças para as empresas
Outro tema abordado por Alexandre é a Reforma Tributária.
A mudança no sistema brasileiro exigirá adaptação por parte das empresas, dos contadores, das instituições financeiras e dos fornecedores de tecnologia.
O processo não deve ser analisado apenas pela perspectiva das novas siglas ou das alíquotas.
Ele também alterará:
sistemas;
emissão de documentos;
formação de preços;
controle de créditos;
fluxo de caixa;
relacionamento entre fornecedores e clientes;
planejamento financeiro.
Entre os mecanismos mais discutidos está o split payment.
O que é split payment?
Split payment significa pagamento dividido.
Nesse modelo, o valor de uma transação pode ser separado no momento em que o pagamento acontece.
Uma parcela é destinada ao fornecedor.
Outra parcela, correspondente ao tributo, é encaminhada ao governo.
Isso pode ocorrer em pagamentos realizados por meios como:
Pix;
cartão;
boleto;
outros sistemas eletrônicos.
Na prática, a instituição envolvida no pagamento poderá participar da retenção e do repasse do imposto.
O empresário deixará de receber integralmente o valor da operação para pagar o tributo posteriormente em determinadas situações previstas pelo novo sistema.
O imposto recolhido no momento do pagamento
No modelo tradicional, a empresa recebe o dinheiro do cliente e, em um momento posterior, calcula e paga os tributos correspondentes.
Com o split payment, parte do imposto poderá ser recolhida no próprio fluxo financeiro da operação.
Isso reduz o espaço entre o recebimento da venda e o pagamento do tributo.
Para o governo, esse mecanismo pode aumentar a eficiência da arrecadação e reduzir a inadimplência ou a sonegação.
Para as empresas, porém, a mudança pode afetar diretamente o capital de giro.
O impacto do split payment no caixa
Quando uma empresa recebe o valor completo de uma venda, o dinheiro permanece temporariamente em seu caixa até o vencimento dos tributos.
Durante esse período, alguns negócios utilizam os recursos para manter a operação.
Com a retenção no momento do pagamento, essa parcela deixa de ficar disponível.
A empresa precisará administrar sua rotina financeira considerando que parte do dinheiro não chegará ao caixa.
Isso pode exigir:
maior controle do fluxo financeiro;
criação de reservas;
revisão dos prazos;
renegociação com fornecedores;
mudanças na formação de preços;
acompanhamento mais próximo dos créditos tributários;
redução da dependência de recursos que pertencem ao governo.
O impacto será maior para empresas que já operam com pouco capital de giro.
O choque de realidade para os empresários
Alexandre reconhece que a implementação do novo sistema pode produzir um choque inicial.
Muitos empresários ainda administram o negócio observando apenas o saldo disponível na conta.
Quando o imposto é pago posteriormente, existe a impressão de que todo o valor recebido pode ser utilizado.
O split payment torna mais visível aquilo que realmente pertence à empresa.
Essa mudança pode ser desconfortável, especialmente para negócios que utilizam valores dos impostos para pagar despesas imediatas.
Entretanto, ela também pode estimular uma gestão mais disciplinada.
Empresas fiscalizando umas às outras
Outro ponto relevante apresentado por Alexandre é a relação entre o pagamento do imposto pelo fornecedor e o aproveitamento de créditos tributários pelo cliente.
No novo modelo, a empresa compradora poderá depender da confirmação de que o tributo foi efetivamente recolhido para utilizar o crédito correspondente.
Isso cria uma nova dinâmica entre empresas.
O cliente terá interesse em verificar se o fornecedor:
está regular;
emite os documentos corretamente;
recolhe os tributos;
registra adequadamente as operações;
permite o aproveitamento dos créditos.
Na prática, as próprias empresas passarão a observar a conformidade tributária de seus parceiros comerciais.
A escolha dos fornecedores ganhará importância
Com a Reforma Tributária, escolher um fornecedor apenas pelo menor preço pode se tornar ainda mais arriscado.
Se a operação não gerar o crédito esperado, o custo efetivo da compra pode aumentar.
As empresas precisarão avaliar:
regularidade fiscal;
qualidade da documentação;
confiabilidade dos sistemas;
capacidade de cumprir obrigações;
impacto da compra nos créditos tributários;
estabilidade do relacionamento comercial.
A conformidade tributária poderá tornar-se um critério competitivo.
Fornecedores organizados terão maior capacidade de manter relações com empresas que dependem dos créditos.
A tecnologia no novo sistema tributário
O funcionamento do split payment depende fortemente da integração tecnológica.
Bancos, empresas, plataformas de pagamento, sistemas contábeis e órgãos públicos precisarão trocar informações de maneira rápida e segura.
Isso exigirá:
atualização de softwares;
padronização de informações;
integração de dados;
revisão dos processos financeiros;
capacitação das equipes;
acompanhamento constante das regras.
Empresas que ainda trabalham com controles manuais ou sistemas desatualizados precisarão acelerar sua transformação digital.
A contabilidade também terá um papel central nessa adaptação.
Simplificação no longo prazo
Apesar das dificuldades iniciais, Alexandre apresenta uma visão positiva sobre o futuro do sistema.
Ele acredita que, após o período de transição, a Reforma Tributária poderá tornar o ambiente mais simples.
A expectativa é que, até a conclusão prevista da transição, em 2032, as empresas estejam operando dentro de uma estrutura mais integrada.
A simplificação, porém, não será automática.
Antes de chegar a ela, os negócios precisarão enfrentar uma fase de adaptação, aprendizado e convivência com mudanças importantes.
Por que a transição exigirá planejamento?
Toda mudança tributária afeta decisões empresariais.
Durante o período de transição, as empresas precisarão acompanhar:
cronogramas;
alíquotas;
regimes;
novas obrigações;
regras de crédito;
mudanças nos documentos fiscais;
impactos sobre contratos;
alterações na formação de preços;
consequências para o caixa.
Esperar as mudanças entrarem em vigor para começar a preparação pode gerar custos e dificuldades.
O planejamento antecipado permite testar sistemas, reorganizar processos e reduzir surpresas.
A contabilidade como apoio durante a Reforma Tributária
O empresário não precisa compreender sozinho cada detalhe do novo sistema.
Entretanto, precisa acompanhar como as mudanças afetam seu negócio.
O contador terá a responsabilidade de traduzir as normas para a realidade da empresa.
Isso envolve explicar:
o que muda;
quando muda;
quanto pode mudar;
quais operações serão afetadas;
como o caixa deve ser preparado;
quais sistemas precisam ser atualizados;
como analisar fornecedores;
de que maneira os preços podem ser revistos.
A contabilidade consultiva ganha ainda mais importância durante períodos de transformação.
A separação entre CPF e CNPJ
Entre todas as orientações apresentadas por Alexandre, uma das mais importantes é a separação absoluta entre CPF e CNPJ.
O dinheiro da empresa não deve ser tratado como uma extensão da conta pessoal do proprietário.
A empresa possui:
receitas;
despesas;
compromissos;
obrigações tributárias;
necessidade de capital de giro;
investimentos;
reservas;
patrimônio próprio.
Quando o dono retira recursos sem planejamento, compromete a capacidade do negócio de cumprir essas responsabilidades.
O perigo de “assaltar” o próprio caixa
Alexandre utiliza uma expressão direta para descrever um comportamento comum: o empresário “assalta” o próprio caixa.
Isso acontece quando o proprietário utiliza o dinheiro da empresa para pagar despesas pessoais sem controle.
Entre os exemplos estão:
supermercado;
viagens;
escola dos filhos;
cartão de crédito pessoal;
lazer;
compras particulares;
parcelas de bens pessoais;
despesas domésticas.
O problema não está no empresário receber pelo seu trabalho ou usufruir dos resultados da empresa.
A dificuldade está em retirar dinheiro sem regra, sem limite e sem observar a capacidade financeira do negócio.
Como a mistura entre CPF e CNPJ destrói a visão financeira
Quando despesas pessoais e empresariais ficam misturadas, torna-se difícil saber se o negócio realmente é lucrativo.
O saldo da conta deixa de representar a realidade.
O empresário não consegue identificar:
quanto custa a operação;
quanto retirou para uso pessoal;
qual foi o lucro;
quanto precisa manter em caixa;
se a empresa consegue pagar os impostos;
se existe dinheiro para investir;
se o negócio está crescendo ou apenas movimentando valores.
A mistura também prejudica o trabalho da contabilidade.
Os relatórios deixam de refletir com clareza o desempenho da empresa.
Pró-labore e distribuição de lucros
Uma gestão financeira organizada exige regras para a remuneração do proprietário.
O empresário pode estabelecer um pró-labore compatível com sua função e, quando houver resultados e requisitos atendidos, realizar a distribuição de lucros de maneira adequada.
O ponto principal é evitar retiradas aleatórias.
A empresa precisa saber quanto paga ao proprietário e em quais condições.
Essa organização permite:
planejar o orçamento;
manter capital de giro;
avaliar a rentabilidade;
preservar recursos para impostos;
tomar decisões com base em informações reais.
Separar CPF e CNPJ é uma atitude básica, mas pode determinar a sobrevivência do negócio.
Por que empresas que vendem podem fechar?
Uma empresa não fecha apenas por falta de clientes.
Ela também pode encerrar suas atividades por falta de gestão.
Um negócio pode possuir um faturamento expressivo e enfrentar dificuldades porque:
não controla os custos;
forma preços incorretamente;
paga impostos sem planejamento;
mistura as finanças;
retira mais dinheiro do que gera;
não possui reserva;
desconhece suas margens;
cresce sem capital;
utiliza o caixa para despesas pessoais.
Por isso, faturamento não deve ser confundido com saúde financeira.
A empresa precisa gerar resultados e preservar recursos suficientes para continuar operando.
A visão 360º da contabilidade
Alexandre defende uma atuação que observa o negócio de maneira completa.
A visão 360º considera:
contabilidade;
tributação;
finanças;
contratos;
pessoas;
processos;
tecnologia;
planejamento;
comportamento do empresário;
objetivos pessoais;
estilo de vida.
A empresa não existe separada das pessoas que a conduzem.
As decisões do proprietário afetam o caixa, a cultura e o futuro da organização.
Por isso, uma orientação contábil eficiente também precisa compreender o comportamento do empreendedor.
Gastronomia, vinhos e gestão empresarial
Além de contador e empresário, Alexandre é chef de cozinha e sommelier.
Essas atividades acrescentam outras perspectivas à sua forma de trabalhar.
A gastronomia exige:
planejamento;
organização;
controle de ingredientes;
conhecimento técnico;
execução;
criatividade;
respeito ao tempo;
atenção à experiência de quem será servido.
O universo dos vinhos exige estudo, percepção, repertório e capacidade de reconhecer características específicas.
Essas competências também podem ser aplicadas à gestão empresarial.
O rigor técnico presente em diferentes áreas
Uma receita pode parecer simples, mas depende de proporções, temperatura, qualidade dos ingredientes e sequência de execução.
Um vinho pode ser avaliado por diferentes características, como aroma, corpo, acidez, origem e processo de produção.
Uma empresa também precisa ser analisada em várias dimensões.
Não basta observar apenas o faturamento.
É necessário entender custos, margens, riscos, pessoas, mercado, operação e objetivos.
Alexandre reúne essas experiências para construir uma atuação profissional que combina técnica e sensibilidade.
O empresário também precisa de qualidade de vida
A presença da gastronomia e dos vinhos na trajetória de Alexandre mostra que o empreendedor não deve ser reduzido ao trabalho.
A empresa faz parte da vida, mas não precisa ocupar todo o espaço disponível.
Um negócio saudável deveria contribuir para a construção de uma vida equilibrada.
Entretanto, muitos empresários criam empresas que dependem completamente de sua presença.
Eles trabalham continuamente, não organizam processos e não conseguem usufruir dos resultados.
Uma visão 360º também considera o estilo de vida que o empreendedor deseja construir.
Contabilidade como instrumento de liberdade
Quando a empresa está organizada, o empresário possui melhores condições para tomar decisões.
Ele consegue avaliar se pode:
contratar;
investir;
abrir uma unidade;
reduzir custos;
retirar lucros;
formar uma reserva;
viajar;
diminuir a presença na operação;
planejar a sucessão;
preparar o negócio para crescer.
Nesse sentido, a contabilidade não serve apenas para evitar problemas.
Ela também pode ampliar a liberdade do empreendedor.
Informações confiáveis reduzem decisões baseadas em ansiedade, impulso ou aparência.
Principais lições da entrevista com Alexandre Alves
A entrevista apresenta aprendizados importantes para empresários e profissionais da contabilidade.
1. A contabilidade precisa compreender o negócio
O contador não deve analisar apenas documentos.
Ele precisa conhecer a operação, os objetivos e os riscos do cliente.
2. A especialização gera autoridade
Ao atender mais de 200 barbearias, Alexandre acumulou conhecimento específico sobre o segmento da beleza.
3. A formalização protege as relações
A Lei do Salão Parceiro oferece uma estrutura para a relação entre estabelecimentos e profissionais, mas precisa ser aplicada corretamente.
4. Faturamento não é lucro
Parte do dinheiro recebido pertence a parceiros, fornecedores, funcionários e ao governo.
5. A Reforma Tributária exigirá adaptação
O split payment e as novas regras de crédito poderão modificar o caixa e o relacionamento entre empresas.
6. Os fornecedores precisarão ser avaliados com mais cuidado
A regularidade tributária poderá afetar diretamente o aproveitamento dos créditos.
7. CPF e CNPJ precisam permanecer separados
Retiradas pessoais desorganizadas podem comprometer a sobrevivência da empresa.
8. O empresário precisa observar o próprio comportamento
Muitos problemas financeiros não começam na contabilidade, mas nas decisões do proprietário.
9. Técnica e estilo de vida podem caminhar juntos
As experiências de Alexandre com gastronomia e vinhos ampliam sua visão sobre negócios e pessoas.
10. Uma empresa deve estar preparada para voar mais alto
Assim como um avião precisa passar pelo hangar, um negócio precisa de manutenção, planejamento e estrutura antes de crescer.
Perguntas frequentes sobre Alexandre Alves e os temas da entrevista
1. Quem é Alexandre Alves?
Alexandre Alves é empresário, contador, chef de cozinha, sommelier e fundador do Grupo Hangar.
2. Por que Alexandre é chamado de “Inspetor Bugiganga”?
O apelido faz referência às suas muitas habilidades e áreas de interesse, que incluem contabilidade, gestão, gastronomia e vinhos.
3. Como surgiu o interesse de Alexandre pela contabilidade?
Ainda criança, ele brincava de criar empresas e lojas de carrinhos, controlando vendas, parcelamentos e patrimônio.
4. Quais áreas Alexandre explorou antes da contabilidade?
Ele teve contato com áreas como logística e filosofia antes de encontrar nos números sua principal atuação profissional.
5. O que é o Grupo Hangar?
É o grupo fundado por Alexandre para oferecer serviços relacionados à contabilidade e à gestão empresarial.
6. Por que a empresa recebeu o nome Hangar?
Porque o hangar é o lugar onde os aviões são preparados, ajustados e equipados para novos voos. A proposta é fazer o mesmo com as empresas.
7. Em qual segmento Alexandre se especializou?
Ele desenvolveu uma forte especialização no mercado da beleza, principalmente no atendimento a barbearias.
8. Quantas barbearias são atendidas por sua estrutura?
Segundo as informações apresentadas, Alexandre atende mais de 200 barbearias.
9. O que é a Lei do Salão Parceiro?
É a Lei nº 13.352/2016, que regulamenta contratos de parceria entre estabelecimentos do setor da beleza e profissionais parceiros.
10. Quais profissionais podem atuar como parceiros?
O modelo pode envolver barbeiros, cabeleireiros, manicures, pedicures, maquiadores, esteticistas e outros profissionais previstos na legislação.
11. Qual é a vantagem trabalhista do contrato de parceria?
Quando estruturado e aplicado corretamente, ele proporciona maior segurança jurídica e reduz riscos relacionados ao reconhecimento de vínculo empregatício.
12. Qual é a vantagem tributária para a barbearia?
A cota destinada ao profissional parceiro pode ser tratada separadamente, permitindo que a barbearia recolha tributos sobre sua própria parcela, conforme as regras aplicáveis.
13. O que é split payment?
É um modelo em que o valor do tributo pode ser separado e recolhido no momento do pagamento da operação.
14. Como o split payment pode afetar o caixa?
A empresa pode deixar de receber temporariamente a parcela correspondente ao imposto, reduzindo os recursos disponíveis para utilização na operação.
15. O split payment pode ocorrer em pagamentos via Pix?
O mecanismo está relacionado à divisão dos valores nos meios eletrônicos de pagamento, incluindo modalidades como Pix, cartão e boleto, conforme a regulamentação aplicável.
16. Como a Reforma Tributária afetará os fornecedores?
A regularidade do fornecedor poderá influenciar o direito da empresa compradora aos créditos tributários.
17. Por que as empresas serão “fiscais” umas das outras?
Porque terão interesse em verificar se seus fornecedores recolheram corretamente os tributos necessários para a apropriação dos créditos.
18. Quando a transição da Reforma Tributária deverá ser concluída?
A transição está prevista para avançar até 2032, exigindo acompanhamento do cronograma e das regulamentações.
19. Qual é a principal orientação financeira de Alexandre?
Separar completamente as finanças pessoais, vinculadas ao CPF, das finanças empresariais, vinculadas ao CNPJ.
20. O que significa “assaltar” o próprio caixa?
É utilizar o dinheiro da empresa para despesas pessoais sem planejamento, controle ou respeito à capacidade financeira do negócio.
21. O proprietário não pode retirar dinheiro da empresa?
Pode, mas as retiradas devem ser organizadas por mecanismos adequados, como pró-labore e distribuição de lucros, com orientação contábil.
22. Por que misturar CPF e CNPJ é perigoso?
Porque isso impede a análise real do negócio, reduz o capital de giro e pode dificultar o pagamento de impostos, fornecedores e demais despesas.
23. Uma empresa pode faturar muito e ainda fechar?
Sim. Faturamento elevado não garante lucro, caixa saudável ou capacidade de cumprir as obrigações.
24. Qual é a relação entre gastronomia e contabilidade?
Ambas exigem técnica, planejamento, organização, controle e atenção aos detalhes.
25. O que significa ter uma visão 360º do negócio?
Significa analisar a empresa considerando números, pessoas, processos, riscos, objetivos, tecnologia, comportamento e estilo de vida.
Por que a entrevista com Alexandre Alves é importante?
A entrevista é importante porque apresenta uma contabilidade conectada à realidade dos empresários.
Ela mostra que os números não existem isoladamente.
Cada resultado contábil é consequência de decisões relacionadas a vendas, contratação, preços, custos, impostos, retiradas e organização.
Ao falar sobre as barbearias, Alexandre demonstra o valor da especialização.
A Lei do Salão Parceiro pode oferecer segurança e eficiência, mas exige contratos, registros e práticas coerentes.
Ao abordar a Reforma Tributária, ele mostra que as mudanças não afetarão apenas os cálculos.
O split payment poderá modificar o fluxo financeiro e exigir uma nova relação entre empresas, fornecedores e instituições de pagamento.
Ao defender a separação entre CPF e CNPJ, Alexandre toca em um dos problemas mais frequentes dos pequenos e médios negócios.
Muitas empresas não encerram suas atividades por falta de vendas, mas porque o dinheiro é administrado sem limites claros.
A empresa precisa conhecer sua verdadeira realidade
Uma gestão saudável começa quando o empresário deixa de tomar decisões apenas pelo saldo bancário.
O dinheiro disponível em conta pode incluir valores destinados a:
impostos;
parceiros;
fornecedores;
funcionários;
aluguel;
investimentos;
despesas futuras.
Sem organização, o empresário pode gastar recursos que não representam lucro.
A contabilidade ajuda a transformar movimentações financeiras em informações compreensíveis.
Somente assim o proprietário consegue saber quanto o negócio realmente gera e quanto pode retirar.
O negócio precisa estar preparado antes de crescer
A metáfora do hangar resume uma das principais ideias da entrevista.
Todo empresário deseja ver sua empresa realizando voos maiores.
Entretanto, crescer sem preparação pode aumentar os problemas.
Antes de expandir, é necessário verificar:
se existe capital de giro;
se os processos funcionam;
se a tributação está organizada;
se os contratos oferecem segurança;
se a empresa conhece suas margens;
se os proprietários respeitam o caixa;
se a tecnologia acompanha a operação;
se o crescimento será sustentável.
O hangar não representa paralisação.
Ele representa preparação.
Conclusão
A entrevista de Alexandre Alves ao podcast de Hugo Jordão apresenta uma visão ampla sobre contabilidade, empreendedorismo e gestão.
Sua relação com os negócios começou ainda na infância, quando criava lojas fictícias de carrinhos, controlava compras parceladas e organizava o patrimônio de suas brincadeiras.
Depois de explorar áreas como logística e filosofia, Alexandre encontrou na contabilidade sua “Terra Prometida”.
Essa trajetória resultou na criação do Grupo Hangar.
O nome representa o lugar onde empresas podem organizar sua estrutura, atualizar seus processos e preparar-se para voos mais altos.
Um dos grandes diferenciais de Alexandre está em sua especialização no setor da beleza.
Com mais de 200 barbearias atendidas, ele compreende profundamente as particularidades desse mercado.
A Lei do Salão Parceiro tornou-se uma ferramenta importante para organizar a relação entre estabelecimentos e profissionais.
Quando aplicada corretamente, ela proporciona maior segurança jurídica e pode gerar eficiência tributária, permitindo que a barbearia separe sua própria receita da parcela destinada ao profissional parceiro.
A entrevista também olha para o futuro.
A Reforma Tributária e o split payment deverão alterar a maneira como os impostos são recolhidos e como as empresas administram o caixa.
Com a retenção do tributo no momento do pagamento, parte do dinheiro poderá deixar de passar temporariamente pelas contas do negócio.
Isso exigirá planejamento, tecnologia e disciplina financeira.
Além disso, o aproveitamento de créditos poderá aumentar a responsabilidade das empresas na escolha e no acompanhamento de seus fornecedores.
Apesar das dificuldades da transição, Alexandre acredita que o sistema poderá tornar-se mais simples no longo prazo.
A adaptação, porém, precisa começar antes da conclusão de todas as mudanças.
Entre todas as orientações apresentadas, uma das mais diretas é a necessidade de separar CPF e CNPJ.
O proprietário não pode tratar o caixa empresarial como dinheiro pessoal.
Quando retira recursos sem planejamento, ele reduz o capital de giro, compromete obrigações e perde a capacidade de avaliar o verdadeiro resultado do negócio.
A atuação de Alexandre também demonstra que competência profissional não precisa estar separada de outros interesses.
Como chef de cozinha e sommelier, ele aplica em sua vida e em seu trabalho elementos como técnica, organização, sensibilidade e atenção aos detalhes.
Essa combinação explica a visão 360º que defende.
No final, a principal mensagem da entrevista é que a contabilidade precisa preparar a empresa para o futuro.
Ela deve ajudar o empresário a compreender sua realidade, corrigir falhas e tomar decisões mais conscientes.
Assim como um avião não deveria decolar sem revisão, uma empresa não deveria buscar crescimento sem organização.
Antes de voar mais alto, o negócio precisa passar pelo seu próprio hangar.
Escrito por Hugo Jordão