Todos estamos no corredor da morte
João 3:18
“Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado.”
Deus é bom demais! Mais um dia começando... Meu nome é Hugo Jordão e o tema do devocional de hoje é “Todos estamos no corredor da morte”.
Quando ouvimos falar em corredor da morte, normalmente pensamos em uma penitenciária.
Pensamos em alguém que foi julgado.
Condenado.
Sentenciado.
E que agora aguarda o cumprimento da pena.
Mas a Bíblia apresenta uma realidade ainda mais séria:
O problema da humanidade não é apenas que um dia todos morreremos. É que o pecado já colocou toda a humanidade debaixo de condenação.
João 3:18 não diz que aquele que não crê poderá ser condenado.
Jesus diz:
“Já está condenado.”
A sentença já existe
Existe uma diferença importante entre alguém que aguarda julgamento e alguém que já recebeu uma sentença.
Segundo as Escrituras, nossa situação sem Cristo não é a de pessoas inocentes esperando para descobrir o que acontecerá.
O pecado já nos tornou culpados diante de um Deus santo.
Romanos 3:23 declara:
“Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.”
E Romanos 6:23 completa:
“O salário do pecado é a morte.”
TODOS PECARAM.
O PECADO PRODUZ MORTE.
PORTANTO, TODOS PRECISAMOS DE SALVAÇÃO.
Essa é uma parte do Evangelho que muitas vezes gostaríamos de pular.
Queremos falar sobre a vida eterna.
Sobre perdão.
Sobre graça.
Sobre o amor de Deus.
E devemos falar sobre tudo isso.
Mas a graça só é verdadeiramente compreendida quando entendemos daquilo que fomos salvos.
Tudo começou com uma desobediência
Quando voltamos ao início das Escrituras, encontramos Adão e Eva no jardim.
Deus havia dado uma orientação clara.
Havia apenas uma árvore da qual não deveriam comer.
Mas eles desobedeceram.
Talvez alguém pense:
“Foi só um fruto.”
Mas o problema nunca foi apenas o fruto.
Foi a rebelião contra Deus.
Foi a criatura decidindo viver segundo sua própria vontade em oposição à vontade do Criador.
UMA ORDEM.
UMA DESOBEDIÊNCIA.
E O PECADO ENTROU NA HISTÓRIA HUMANA.
Adão e Eva foram expulsos do jardim.
A comunhão foi quebrada.
O acesso à árvore da vida foi perdido.
E aquilo que Deus havia advertido se tornou realidade:
a morte entrou na experiência humana.
O pecado nunca fica pequeno por muito tempo
Logo na geração seguinte encontramos Caim e Abel.
E aquilo que começou com a desobediência no jardim já aparece de outra maneira:
Um irmão mata o outro.
O pecado cresce.
Se espalha.
Atinge relacionamentos.
Famílias.
Sociedades.
Pensamentos.
Desejos.
Palavras.
Atitudes.
O pecado não é apenas algo errado que fazemos de vez em quando. Ele revela uma humanidade que se afastou de Deus.
E quando olhamos para nossa própria vida, percebemos algo ainda mais desconfortável.
Adão desobedeceu uma ordem.
Nós?
Quantas vezes já pecamos?
Quantas mentiras?
Quantas palavras erradas?
Quantos pensamentos que ninguém conhece?
Quantas atitudes egoístas?
Quantas vezes sabíamos aquilo que era certo e ainda assim fizemos o contrário?
Então quem está no corredor da morte?
É fácil pensar no condenado de uma penitenciária e dizer:
“Ele está aguardando a morte.”
Mas existe algo que nos iguala.
Todos nós estamos caminhando para ela.
Alguns morrerão idosos.
Outros por enfermidades.
Outros por acidentes.
Nós não conhecemos o dia.
Não conhecemos a hora.
Mas existe uma certeza que acompanha toda a humanidade desde a queda:
A vida nesta terra terminará.
Não importa quanto dinheiro alguém tenha.
Não importa sua profissão.
Sua influência.
Sua idade.
Seu conhecimento.
Sua aparência.
Sua posição.
Nenhuma dessas coisas consegue impedir para sempre aquilo que o pecado trouxe para a humanidade.
O DINHEIRO NÃO COMPRA A IMORTALIDADE.
O CONHECIMENTO NÃO CANCELA A MORTE.
O PODER NÃO REMOVE A SENTENÇA.
Por isso, precisamos de algo que nenhum ser humano consegue produzir sozinho:
Salvação.
Mas existe algo surpreendente no Evangelho
Jesus também recebeu uma sentença de morte.
Ele foi preso.
Julgado.
Condenado.
Levado para execução.
Crucificado.
Mas existe uma diferença fundamental entre Cristo e todos nós:
Ele era inocente.
Nós pecamos.
Ele não.
Nós éramos culpados.
Ele era santo.
Nós merecíamos a condenação produzida pelo pecado.
Cristo não tinha pecado algum pelo qual precisasse morrer.
Isaías 53 já anunciava séculos antes o sofrimento do Messias:
“Ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar...”
Isso não significa que Deus teve prazer cruel no sofrimento de Jesus.
Significa que, através daquele sofrimento, o plano de redenção estava sendo cumprido.
A cruz não foi um acidente.
Não foi o momento em que os planos de Jesus deram errado.
A CRUZ ERA O LUGAR ONDE O JUSTO RECEBERIA A CONDENAÇÃO DOS CULPADOS.
Jesus tomou o nosso lugar
Essa é uma das verdades mais impressionantes do Evangelho.
Nós estávamos condenados.
Cristo veio.
E assumiu sobre Si a nossa culpa.
NOSSA CULPA.
Sua justiça.
NOSSO PECADO.
Sua santidade.
NOSSA CONDENAÇÃO.
Seu sacrifício.
NOSSA MORTE.
Sua vida entregue na cruz.
Jesus não veio salvar pessoas que eram boas o suficiente para merecer uma segunda chance. Ele veio salvar pecadores que jamais poderiam pagar sua própria dívida.
Jesus não veio ao mundo para condenar quem estava inocente
Pouco antes de João 3:18, encontramos um dos textos mais conhecidos da Bíblia:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito...”
E João 3:17 explica:
“Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele.”
Às vezes essa passagem é mal compreendida.
Jesus não encontrou uma humanidade inocente e decidiu ameaçá-la com condenação.
A humanidade já estava condenada pelo pecado.
Ele veio justamente para abrir o caminho de salvação.
SEM CRISTO
EM CRISTO
Condenação
Justificação
Culpa
Perdão
Separação de Deus
Reconciliação
Morte
Vida eterna
Dívida impossível de pagar
Dívida paga por Cristo
A cruz não foi o fim
Se Jesus tivesse apenas morrido, ainda teríamos um enorme problema.
Mas Ele ressuscitou.
No terceiro dia, o túmulo ficou vazio.
A morte não conseguiu retê-Lo.
E a ressurreição de Cristo muda completamente nossa relação com a morte.
PARA QUEM ESTÁ EM CRISTO:
A morte física ainda existe.
Mas ela não tem mais a palavra final.
Jesus diz em João 11:
“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.”
A promessa cristã não é:
“Você nunca morrerá fisicamente.”
A promessa é muito maior:
“A morte não conseguirá manter você.”
O corredor da morte ganhou uma saída
Imagine alguém condenado, sem qualquer possibilidade de escapar da sentença.
Então chega outra pessoa.
Inocente.
E assume sua condenação.
É uma imagem limitada, porque nenhum exemplo humano consegue explicar completamente a cruz.
Mas nos ajuda a compreender a graça.
Cristo morreu.
Ressuscitou.
E agora oferece vida àqueles que creem nEle.
O Evangelho não anuncia que conseguimos escapar da condenação sendo suficientemente bons. Anuncia que Cristo recebeu a condenação e oferece gratuitamente Sua justiça aos que creem.
Não é sobre quantas coisas boas você fez
Talvez alguém pense:
“Mas eu nunca matei ninguém.”
“Sou uma boa pessoa.”
“Ajudo os outros.”
“Procuro fazer o bem.”
Tudo isso pode ser verdadeiro.
Mas nenhuma dessas coisas apaga o pecado.
Se nossas boas obras fossem suficientes para nos reconciliar com Deus, Jesus não precisaria ter ido para a cruz.
A SALVAÇÃO NÃO É:
“Eu me tornei bom o suficiente para Deus.”
A SALVAÇÃO É:
“Cristo fez por mim aquilo que eu jamais conseguiria fazer sozinho.”
Efésios ensina que somos salvos pela graça, mediante a fé.
Não é resultado das nossas obras.
Por isso ninguém pode se orgulhar.
A nossa esperança não está em nosso currículo espiritual.
Está em Jesus.
A pergunta não é apenas: “Quando você vai morrer?”
Nenhum de nós sabe.
Essa informação pertence a Deus.
Mas existe uma pergunta que podemos responder hoje:
Quando esse dia chegar, você estará em Cristo?
Essa é a questão.
Porque todos atravessaremos a morte física, caso Jesus não volte antes.
Mas nem todos atravessarão esse momento da mesma maneira.
SEM CRISTO:
A condenação permanece.
EM CRISTO:
Não existe condenação.
Romanos 8:1 declara:
“Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus.”
Perceba a expressão:
EM CRISTO.
Não apenas conhecer o nome de Jesus.
Não apenas acreditar que Ele existiu.
Não apenas frequentar uma igreja.
Mas colocar nEle sua fé, arrepender-se dos pecados e reconhecê-Lo como Senhor e Salvador.
Talvez hoje seja um bom dia para responder essa pergunta
Nós fazemos planos para amanhã.
Para o próximo mês.
Para os próximos anos.
Planejamos viagens.
Projetos.
Investimentos.
Carreira.
Família.
E não existe problema nisso.
Mas existe uma realidade que não pode ser ignorada:
Nossa vida é limitada.
Por isso, a pergunta sobre nossa eternidade é urgente.
Não porque devemos viver aterrorizados pela morte.
Mas porque precisamos saber onde nossa esperança está.
Para quem está em Cristo, a certeza da morte não produz desespero. Produz esperança na ressurreição.
A sentença foi paga
Na cruz, Jesus declarou:
“Está consumado.”
O preço foi pago.
O sacrifício foi oferecido.
E o túmulo vazio mostrou que a morte foi vencida.
Agora, aquele que crê em Cristo não precisa viver tentando pagar uma dívida que Jesus já pagou.
Vive em gratidão.
Em arrependimento.
Em obediência.
Em esperança.
NÃO SOMOS SALVOS PORQUE MERECEMOS.
SOMOS SALVOS PORQUE CRISTO É SUFICIENTE.
Vamos orar?
“Pai, em Nome de Jesus, reconheço que pequei e que, por causa dos meus próprios pecados, estava condenado e destituído da Tua glória. Obrigado porque o Senhor enviou Seu Filho amado, santo e inocente para receber a condenação que eu jamais conseguiria remover por mim mesmo. Eu me arrependo dos meus pecados e reconheço Jesus como meu Senhor e Salvador. Minha esperança não está nas minhas obras, mas na justiça perfeita de Cristo. Obrigado porque Jesus morreu, ressuscitou e abriu para nós o caminho da vida eterna. Que essa verdade transforme minha maneira de viver e alcance também outras pessoas. Em Nome de Jesus. Amém.”
Desafio do dia
Hoje, responda diante de Deus, com sinceridade:
“Se minha vida terminasse agora, eu estaria em Cristo?”
Não responda pensando no que sua família acredita.
Na igreja que você frequenta.
Naquilo que fez no passado.
Olhe para Jesus.
Sua confiança está realmente nEle?
Depois, leia novamente João 3:18 e compartilhe essa passagem com alguém.
Não para assustar.
Mas para apresentar a mesma esperança que Deus apresentou a nós:
O PECADO TROUXE CONDENAÇÃO.
CRISTO RECEBEU NOSSA CONDENAÇÃO.
A MORTE NÃO CONSEGUIU VENCÊ-LO.
E QUEM CRÊ NELE RECEBE VIDA ETERNA.
Todos caminhamos para a morte física.
Mas, para quem está em Cristo, a morte não é o capítulo final.
Jesus é a ressurreição e a vida.
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E não se esqueça: DEUS É BOM!